Impasses e potências: O matriciamento como dispositivo de cuidado

Psicanálise e Saúde Coletiva: Artigo relata pesquisa sobre o matricialmente em saúde e propondo olhares das teorias psicanalíticas de grupo, em especial, com a retomada da problemática da contratransferência no diálogo com Budapeste.


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https://www.scielosp.org/pdf/icse/2021.v25/e200462/pt?fbclid=IwAR1UywpV0oI8pXRfC3cq-HDNFMnYS8vPNgNJXOg8leO9h-3RIhMRHkEnWGM


O objetivo deste artigo é apresentar e discutir parâmetros que otimizem o matriciamento em saúde mental como dispositivo de cuidado. Trata-se de estudo qualitativo, orientado pelas teorias psicanalíticas de grupo. Observamos, registramos e analisamos seis reuniões de matriciamento entre serviços especializados e Atenção Primária à Saúde (APS). As principais dificuldades encontradas se referiam a assegurar horários e espaços para as reuniões, bem como disparidades na compreensão sobre a tarefa. Em contrapartida, identificamos também momentos que evidenciam um cuidado mútuo, em sintonia com a literatura sobre as relações entre equipes e usuários. Concluímos destacando a importância do conhecimento sobre os processos psíquicos em jogo no grupo de profissionais, favorecendo, assim, maior clareza sobre sua tarefa e consequente engajamento dos participantes, potencializando o matriciamento como dispositivo de cuidado, tanto dos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) quanto dos profissionais.